mais sobre mim

Quinta-feira, 21 DE Abril DE 2011

Governo de Convergência Nacional Dream Team

Aproveito para anunciar o meu Governo de Convergência Nacional Dream Team:

Troika, Primeiro-Ministro

Paulo Futre, Ministro do Jogador Chinês (Finanças)

Fernando Nobre, Ministro da Côdea no Bico da Galinha (Trabalho)

João Rendeiro, Ministro da Economia Paralela e Offshore (Economia)

Otelo Saraiva de Carvalho, Ministro do Arrependimento por ter feito a Revolução Sozinho (Educação)

Boaventura de Sousa Santos, Ministro dos Ratings e das Convergências Nacionais

Mário Lino, Ministro do Deserto da Margem Sul (Agricultura)

Rasmussen, Ministro da NATO (Defesa)

Armando Vara, Ministro dos Robalos (Justiça)

Cândida Almeida, Ministra da Magistrutura e Advocacia de Sócrates no Freeport e Afins

Ferro Rodrigues, Ministro do Tou me Cagando para o Segredo de Justiça

Mario Soares, Ministro das Candidaturas pela Cidadaina

Almeida Santos, Ministro da Caridade com os Pobres Deputados (Assuntos Parlamentares)

Ricardo Rodrigues, Ministro Surripiador de Gravadores

António Barreto, Ministro dos Direitos Supérfulos (Saúde, Habitação, Educação etc...)

Ricardo Gonçaves, Ministro da Cantina Parlamentar (Presidente da AR)

Fátima Campos Ferreira, Ministra do Pros e Pros

Rui Rio, Ministro da Proibição de Cartazes e dos Musicais La Féria

Patrick Monteiro de Barros, Ministro do Nuclear (Ambiente)

Manuela Ferreira Leite, Ministra da Suspensão da Democracia

Paulo Rangel, Ministro da Asfixia Democrática

Nobre Guedes, Ministro dos Sobreiros da Portucale

Jorge Jesus-Vilas Boas-Grande Homem (Troika da Bola), Ministro do Futebol (Cultura)

Sócrates-Passos Coelho-Portas (Trupe de Circo), Ministros sem Pasta

Ricardo Salgado, Belmiro de Azevedo, Soares Santos, Zeinal Baiva, Amorim, Santos Ferreira, Cadilhe, Pires de Lima, Ulrich, Melos, Grupo Prisa, Santander, Teixeira Duarte, Soares da Costa, Sucatas Godinho... Ministros com Pasta
publicado por Rojo às 12:27
Sábado, 09 DE Abril DE 2011

Mouseland

Tommy Douglas (1904 -1986) was one of Canada's best known New Democrats. 

 

It's the story of a place called Mouseland. Mouseland was a place where all the little mice lived and played, were born and died. And they lived much the same as you and I do.

-------------------

Esta é a história de uma terra chamada Ratugal. Ratugal era uma terra onde todos os pequenos ratos viviam e brincavam, nasciam e morriam. E eles viviam basicamente da mesma maneira que vocês e eu vivo.

They even had a Parliament. And every four years they had an election. Used to walk to the polls and cast their ballots. Some of them even got a ride to the polls. And got a ride for the next four years afterwards too. Just like you and me. And every time on election day all the little mice used to go to the ballot box and they used to elect a government. A government made up of big, fat, black cats.

-------------------

Eles até tinham um parlamento. E a cada quatro anos tinham uma eleição. Costumavam andar até às urnas de voto para votarem. Alguns deles até podiam ter boleia até às urnas. E puderam ir de boleia pelos próximos quatro anos também. Tal eu e vocês. E a cada vez no dia da eleição, todos os pequenos ratos costumavam ir às urnas e costumavam eleger um governo. Um governo composto de grandes, gordos, gatos pretos.

Now if you think it strange that mice should elect a government made up of cats, you just look at the history of Canada for last 90 years and maybe you'll see that they weren't any stupider than we are.

---------------------

Agora, vocês podem pensar que é estranho que os ratos elegessem um governo composto por gatos, mas basta que olhem para a história de Portugal dos últimos 90 anos e talvez possam ver que eles não eram mais estúpidos do que nós somos.

Now I'm not saying anything against the cats. They were nice fellows. They conducted their government with dignity. They passed good laws--that is, laws that were good for cats. But the laws that were good for cats weren't very good for mice. One of the laws said that mouseholes had to be big enough so a cat could get his paw in. Another law said that mice could only travel at certain speeds--so that a cat could get his breakfast without too much effort.

----------------------

Mas eu não estou a falar nada contra os gatos. Eles eram boa gente. Eles conduziam o seu governo com dignidade. Eles aprovavam boas leis - isto é, leis que eram boas para gatos. Mas as leis que eram boas para os gatos não era muito boas para os ratos. Uma das leis dizia que os buracos dos ratos teriam de ter tamanho suficiente para que um gato pudesse meter lá a pata. Outra dizia que os ratos só podiam viajar a determinadas velocidades - para que um gato pudesse tomar o seu pequeno-almoço sem muito esforço.

All the laws were good laws. For cats. But, oh, they were hard on the mice. And life was getting harder and harder. And when the mice couldn't put up with it any more, they decided something had to be done about it. So they went en masse to the polls. They voted the black cats out. They put in the white cats.

-------------------------

Todas as leis, eram boas leis. Para os gatos. Mas vejam, elas eram difíceis para os ratos. E a vida estava a ficar mais e mais difícil.  E quando os ratos não podiam aguentar mais com aquilo, eles decidiram que algo tinha que ser feito. Então eles foram em massa às urnas. Eles votaram e tiraram os gatos pretos do poder. Eles puseram lá os gatos brancos.

Now the white cats had put up a terrific campaign. They said: "All that Mouseland needs is more vision." They said:"The trouble with Mouseland is those round mouseholes we got. If you put us in we'll establish square mouseholes." And they did. And the square mouseholes were twice as big as the round mouseholes, and now the cat could get both his paws in. And life was tougher than ever. And when they couldn't take that anymore, they voted the white cats out and put the black ones in again. Then they went back to the white cats. Then to the black cats. They even tried half black cats and half white cats. And they called that coalition. They even got one government made up of cats with spots on them: they were cats that tried to make a noise like a mouse but ate like a cat.

-------------------------

Ora os gatos brancos tinham montado uma formidável campanha. Eles disseram: "tudo o que Ratugal precisa é de mais visão". Eles disseram: "o problema de Ratugal deve-se àqueles buracos de ratos redondos. Se nos elegerem vamos criar buracos de ratos quadrados". E assim fizeram. E os buracos de ratos quadrados tinham o dobro do espaço que os buracos de ratos redondos e assim o gato podia meter lá ambas as patas. E a vida estava mais dura do que nunca. E quando os ratos não podiam aguentar mais com aquilo eles votaram contra os gatos brancos e puseram os gatos pretos de novo no poder. Depois voltaram-se de novo para os gatos brancos. Depois para os gatos pretos. Depois eles até tentaram votar em gatos meio brancos meio pretos. E a isso eles chamaram uma coligação. Eles até tiveram um governo composto de gatos com pintas: eles eram gatos que tentavam guinchar como ratos mas comiam como gatos.

You see, my friends, the trouble wasn't with the colour of the cat. The trouble was that they were cats. And because they were cats, they naturally looked after cats instead of mice.

-------------------------

Vocês compreenderam, amigos, que o problema não era com a cor do gato. O problema era que eles eram gatos. E porque eles eram gatos, eles naturalmente olhavam pelos interesses dos gatos em vez dos ratos.

Presently there came along one little mouse who had an idea. My friends, watch out for the little fellow with an idea. And he said to the other mice, "Look fellows, why do we keep on electing a government made up of cats? Why don't we elect a government made up of mice?" "Oh," they said, "he's a Bolshevik. Lock him up!"

-----------------------------

Até que apareceu um pequeno rato com uma ideia. Meus amigos, atenção ao pequeno tipo com uma ideia. E ele disse para os outros ratos, "vejam rapazes, porque continuamos a eleger um governo feito de gatos? Porque não elegemos um governo feito de ratos?" "Oh", disseram eles, "é um comunista. Prendam-no!"

So they put him in jail.
But I want to remind you: that you can lock up a mouse or a man but you can't lock up an idea.

------------------------------

Assim eles puseram-no na cadeia.

Mas eu quero vos lembrar: podem prender um rato ou uma pessoa mas não podem prender uma ideia.

publicado por Rojo às 22:16
Segunda-feira, 04 DE Abril DE 2011

Perguntas a uma feminista

Será injusto que não haja mulheres a comandar a guerra na Líbia? Ou será injusta a guerra na Líbia?

 

Será machista usar a habitual condenação por parte de organizações anti-guerra dos bombardeamentos de civis em especial quando se atingem mulheres e crianças? Ou será que seria melhor matar todos por igual?

 

As e os, os e as, @s, dras, drs, dr@s, senhoras e senhores... tudo não passam de construções sociais.

 

O mundo fica melhor com mais mulheres na política? O mundo é melhor quando as mulheres lideram um país? O mundo é melhor quando as mulheres tomam conta do poder económico? O mundo é melhor com as Merkel, Hillary Clintom, Condolezza Rice, Margaret Tatcher, Sarah Pallin, Maria Lurdes Rodrigues, etc, etc...

 

O mundo é melhor quando simplesmente passa a ser "a" e passa a ser "munda"?

 

O mundo é melhor quando fica claro que as mulheres não são frágeis porque isso é tudo um preconceito-estereótipo? O mundo fica melhor quando as mulheres provam que podem fazer tudo o que os homens fazem, mesmo as coisas mais abjectas?

 

O mundo é melhor pela simples troca: passa-se o poder do homem para a mulher?

 

São perguntas de um gajo "construído socialmente" no amor naif pelas mulheres e na identificação dos oprimidos como uma questão de classe, a minha classe d@s explorad@s.

Terça-feira, 05 DE Maio DE 2009

Roubalheiras à portuguesa: a Máfia da Cova e a Central de Descompusturas

Acusados no caso da Central de Compostagem
ANTÓNIO JOSÉ MORAIS, ANA SIMÕES E HORÁCIO LUÍS DE CARVALHO
O MP considera que houve favorecimento ao consórcio HLC. Processos de Silvino Alves e Jorge Pombo arquivado

 

Fonte: Máfia da Cova

 

António José Morais acusado de corrupção

Sexta-feira, Junho 22, 2007

 

António José Morais foi acusado pelo Ministério Público de crimes de corrupção e branqueamento de capitais no âmbito do inquérito sobre a construção de uma estação de tratamento de lixo na Cova da Beira. Neste processo, segundo informações recolhidas pelo Expresso, foram constituídos cinco arguidos, mas o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa determinou alguns arquivamentos.

 

O ex-professor de José Sócrates na Universidade Independente esteve ligado à construção do aterro sanitário, em 1996, através do seu gabinete de engenharia o GEASM que preparou o projecto, o programa do concurso, o caderno de encargos e avaliação técnica das propostas. O gabinete de António José Morais foi representado por Ana Simões Morais, a sua ex-mulher, uma vez que ele estava à frente do Gabinete de Estudos, Planeamento e Instalações (GEPI) do Ministério da Administração Interna.

 

O dono da obra foi a Associação de Municípios da Cova da Beira e o projecto foi executado pela empresa HLC. Só em 1999, após uma denúncia anónima, a Polícia Judiciária começou a investigar as suspeitas de corrupção denunciadas. O inquérito arrastou-se no tempo devido ao atraso nos pedidos de colaboração internacional feitos pelas autoridades portuguesas que procuravam o rasto de dinheiro que terá circulado em contas bancárias de alguns dos intervenientes neste processo. José Sócrates, à altura dos factos secretário de Estado do Ambiente, nunca foi ouvido no inquérito no qual foram constituídos cinco arguidos.

 

Além de Morais e da sua ex-mulher, foram ainda constituídos como arguidos Silvino Rui Alves, Horácio Luís de Carvalho (dono da empresa HLC) e Jorge Cruz Pombo, antigo presidente da Câmara da Covilhã. O Expresso não conseguiu apurar sobre quais destes arguidos é que foi proferido despacho de arquivamento.

 

Expresso/Máfia da Cova

 

Nota: E este António José Morais é um amigo de que Sócrates não poderá esquecer, pois ele esteve em todas.

publicado por Rojo às 00:02
Quarta-feira, 22 DE Abril DE 2009

Porque é que a economia espanhola continua a desabar?

Alberto Montero Soler; Março de 2009

A gravidade da situação da economia espanhola e as suas perspectivas actuais de pioramento a curto e médio prazo resultam, nesta altura, evidentes para qualquer cidadão.

A deterioração das principais variáveis económicas, chegando muitas delas a níveis desconhecidos na nossa história recente, e a velocidade do processo são traços indicativos de que se trata de um fenómeno sem precedentes próximos que permitam comparações, salvo talvez a crise de 1992-93.

É difícil questionar que a celeridade com a qual o desemprego está a aumentar constitui a manifestação mais evidente da gravidade da crise actual: de Janeiro de 2008 a finais de Janeiro de 2009 aumentou em mais de um milhão de pessoas, e situou-se no seu nível mais alto desde 1996, com 3.327.800 de desempregados (14% da população activa). Por seu lado, os dados de afiliação à Segurança Social recolhem que em 2008 se destruíram mais de 840.000 postos de trabalho.

Além disso, o que tanto se temia ocorreu: Espanha já se encontra tecnicamente em recessão, tendo em conta as quedas do PIB dos dois últimos trimestres de 2008, e todas as estimativas indicam que a contracção do PIB superará 1,5% em 2009.

Até aqui poderia parecer que não há elementos diferenciais entre os traços da crise económica espanhola e os de outras economias ocidentais: em quase todos os países, a crise financeira internacional está a deteriorar, com intensidade e velocidade dispares, as principais variáveis da economia real, aquelas que em maior medida incidem sobre a geração de riqueza e bem-estar.

Este facto favoreceu que as autoridades económicas espanholas tenham encontrado na crise financeira internacional o bode expiatório perfeito para lhe atribuir toda a responsabilidade pela situação actual e, martelando sem cessar o seu carácter internacional, tratem de eludir a quota de responsabilidade que lhes pudesse corresponder pelo estado de coisas actual.

No entanto, existe um importante elemento diferencial que, com um simples olhar, encaixa mal com o recurso ao automatismo simplista de atribuir ao contexto de crise internacional a causa única do curso que a crise em Espanha está a seguir. É que, enquanto no resto do mundo a crise financeira tem adoptado diversas expressões dessa natureza, já seja na forma de falência e/ou problemas graves de solvência de instituições financeiras, em Espanha esses problemas ainda não se manifestaram. O que, evidentemente, não quer dizer que não existam e se possam encontrar latentes sob uma forma diferente esperando o momento de explodir.

O estranho é que, apesar disso, a intensidade e celeridade com a qual se está a deteriorar a situação económica é, de longe, a maior da União Europeia e as perspectivas de que a situação melhore não são muito animadoras. Qual pode ser a razão?

OS DESEQUILÍBRIOS QUE NINGUÉM QUERIA VER

A comparação da crise em curso com a de 1992-93 permite destacar um importante elemento comum: em ambos os casos, os desajustes internos e externos da economia espanhola acabam por se tornar insustentáveis e provocam a necessidade de um ajuste que, ao não ser reconhecido e conduzido de forma ordenada pelos respectivos governos de turno, acaba por ser imposto sem contemplações por via do sector exterior.

Assim constatamos que, novamente, é a restrição externa que está a forçar o reajuste da economia espanhola, colocando-a perante as suas profundas contradições e pondo em xeque os governos de diferente signo político das últimas legislaturas. Governos que são responsáveis, tanto de estimular um padrão de crescimento insustentável económica e ambientalmente, como de não embridá-lo quando os primeiros sintomas de desequilíbrio começaram a aparecer, confiando em que as forças do mercado facilitariam um ajuste “suave” da economia espanhola.

Na origem desses desequilíbrios encontram-se uma série de circunstâncias amplamente vinculadas ao novo contexto económico e de política económica resultante após a criação do euro.

É que, se houve uma economia que aproveitou com intensidade as vantagens da criação do euro e, ao mesmo tempo, descuidou os efeitos perversos que dessas vantagens pudessem derivar a médio prazo sobre os seus equilíbrios económicos básicos, essa economia foi a espanhola.

A etapa de baixas taxas de juro que foi inaugurada com o aparecimento do euro permitiu que a Espanha, que tinha iniciado uma longa fase de expansão económica em 1997, beneficiasse de condições que, dado o diferencial de inflação da economia espanhola em relação aos seus sócios europeus, se distanciavam amplamente das que o Banco de Espanha deveria ter mantido se não tivesse cedido a sua soberania monetária ao BCE.

Isto levou a que, em determinados períodos, as taxas de juro reais em Espanha fossem negativas e, consequentemente, que os incentivos ao endividamento generalizado fossem quase irrefreáveis. Mas, também, a que Espanha pudesse financiar em condições muito vantajosas este longo período de crescimento de quase dez anos consecutivos de crescimento do PIB real acima de 3%.

Essa fase expansiva esteve acompanhada de um importante processo de criação de emprego (entre 1998 e o segundo trimestre de 2007, foram criados quase 7 milhões de novos postos de trabalho) e do incremento dos rendimentos económicos internos, sendo a construção o principal motor desta fase de expansão.

Desta forma, este longo período de expansão económica unido às vantajosas condições para o endividamento, permitiram que o incremento na oferta de moradias residenciais encontrasse uma procura nacional em condições de absorvê-la, reforçada pelo incremento da população imigrante e pelo turismo residencial europeu.

Conforme a dinâmica de revalorização continuada do preço dos activos imobiliários se mantinha no tempo, essa procura foi adoptando progressivamente um perfil mais especulativo; circunstância que se acentuava dada a baixa rentabilidade oferecida pelos tradicionais activos financeiros utilizados pela população para a manutenção da poupança.

Este círculo, aparentemente virtuoso e, como tal, exaltado por sucessivos governos, cedo entrou numa dinâmica que acabou por torná-lo vicioso.

Os factores que coadjuvaram a essa mutação foram, basicamente, três. Por um lado, a hipertrofia do sector imobiliário convertido em motor da economia e estimulado pelas expectativas de incremento continuado dos preços da moradia. Em segundo lugar, o recurso generalizado ao endividamento em massa por parte de famílias e empresas. E, finalmente, a dependência, para a manutenção oleada de toda esta engrenagem, do acesso por parte do sistema financeiro a recursos financeiros externos a baixo custo para poder atender à procura de crédito interna tendo em conta a baixa taxa de poupança nacional.

A bolha imobiliária estava servida e, como todo o fenómeno especulativo, a sua continuidade dependia de que nenhum dos factores que a alimentava colapsasse.

Se a este padrão de crescimento desequilibrado e de natureza especulativa juntarmos o já referido diferencial da taxa de inflação espanhola em relação às dos seus sócios europeus e os seus menores níveis de competitividade, encontraremos o outro grande desequilíbrio da economia espanhola: o seu tremendo déficit de conta corrente, que em 2008 chegou a 10% do PIB.

Um déficit que persistiu porque os diferentes governos foram incapazes de atalhá-lo por via de reformas estruturais e porque, além disso, a pertença ao euro, ao mesmo tempo que protegia a economia espanhola do ajuste pela via dos ataques especulativos, também tornava inviável o instrumento que em várias ocasiões tinha permitido corrigir este desequilíbrio: a desvalorização da moeda.

Face a estes desequilíbrios, a economia espanhola gozava de duas importantes fortalezas.

Por um lado, a posição de superavit fiscal e os reduzidos níveis de endividamento público em relação ao PIB, que lhe permitiram contar com um mínimo de almofada de segurança quando a crise começou a manifestar-se, mas que rapidamente, pelo menos no que ao saldo fiscal se refere, se esgotaram.

E, por outro lado, a relativa robustez do seu sistema bancário e financeiro, como consequência de que, desde o ano 2000, o Banco de Espanha obrigava bancos e caixas de poupança a dotar provisões genéricas para que, no caso de se produzir um aumento da morosidade, a posição financeira das instituições não se visse afectada. Se a essas reservas, que quando se iniciou a crise eram de mais de 30 mil milhões de euros, acrescentarmos as injecções de liquidez a partir do BCE, o Fundo de Aquisição de Activos Financeiros criado pelo governo e os avais do Estado para as emissões de dívida que realizem, poderemos entender por que não faliu ainda nenhum banco ou caixa de poupança espanhóis.

 

Continuar a ler aqui

 

Fonte Informação Alternativa

publicado por Rojo às 17:50
Quarta-feira, 18 DE Março DE 2009

Planos de Obama sobre educação geram polêmica

Nota: Humm... o presidente Obama está a aprender umas coisas com a nossa sinistra ministra da educação. O neoliberalismo não tem emenda.

17 DE MARÇO DE 2009 - 13h48 

As mudanças na educação propostas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, geraram nesta terça-feira (17) diversas reações entre especialistas e professores.


Embora muitos tenham elogiado sua ideia de ampliar a jornada escolar, outros pediram maiores recursos para melhorar a infraestrutura nas escolas.
"A qualidade das escolas é mais importante, porque ainda que tenha os melhores professores, se as instalações estiverem em más condições, o progresso educativo será muito pequeno", assinalou a pedagoga Belinda Reyes.
A ideia de Obama de "recompensar os bons professores e parar de dar desculpas aos maus" também gerou vários questionamentos por parte dos sindicatos.
A Associação de Mestres da Califórnia repudiou os incentivos baseados nos bons resultados dos estudantes, já que isso faria com que os docentes "se preocupassem apenas em ensinar para que os alunos se saíssem bem nas provas".
"Quando um trabalhador se converte em um empregado permanente pode ser que talvez não trabalhe como deveria ou perca o entusiasmo, mas é responsabilidade dos distritos escolares oferecer ajuda e o treinamento adicional", comentou Frank Wells, porta-voz da CTA.
Ao mesmo tempo abriu-se uma nova polêmica, se o país deveria ter um padrão para aplicar a toda a nação, de forma igual, ou se deveria continuar como na atualidade, que permite aos estados determinar o nível apropriado de exigências aos estudantes.
"A educação responde a necessidades locais, e se colocarmos mais regras federais, vamos nos focar cada vez mais nas provas que servem para o aluno superar uma marca", estimou Miguel Reyes, porta-voz da Associação Nacional de Educação.
Uma das ideias mais aplaudidas do presidente é sua decisão de incrementar as verbas para a educação básica, que possibilitará a mais 150 mil crianças a frequentar os cursos pré-escolares no país.

 

 

Fontes: Agência Prensa Latina e Diário Vermelho

publicado por Rojo às 01:14
Terça-feira, 17 DE Março DE 2009

A Crise do Capitalismo na Irlanda é muito maior do que se pensava

(...)

Entre 2002 y 2007 el PIB irlandés creció a una media del 5,6 por ciento anual. En 2008 la economía se contrajo por encima del 2%. Las previsiones para 2009 son de una contracción del PIB del 6 por ciento. El efecto en el índice de desempleo ha sido drástico. Hace dos años había unos 150.000 parados en Irlanda, el pasado mes de febrero la cifra llegó a 354.000, un 10,4 por ciento de la población activa. El gobierno prevé que 2009 se cierre con 450,000 parados, por encima del 14 por ciento.

 

El descenso en la actividad económica ha repercutido en los ingresos del Estado. En julio del año pasado el gobierno decidió recortar el presupuesto anual del estado en 1.400 millones de euros. En octubre, se introdujo un nuevo recorte de 2.000 millones; en febrero pasado, se añadieron otros 2.000 millones. Estos recortes afectan a educación, sanidad y prestaciones sociales. El gobierno también ha anunciado que los impuestos van a subir, aunque no para las corporaciones, que con un 12,5 por ciento pagan los impuestos empresariales más bajos de la Unión Europea. Sin embargo, el impacto de la crisis va a ser brutal para el bolsillo de los trabajadores. En el sector público, por ejemplo, los sindicatos de la enseñanza han calculado que los trabajadores verán sus salarios recortados en un 14 por ciento.

(...)

 

Fonte: Marxist.com

publicado por Rojo às 15:33
Terça-feira, 17 DE Março DE 2009

A Crise do Capitalismo na cultura norte-americana: Os Simpsons

Nota: Os Simpsons entram no esquema de hipotecas "subprime" e são levados pelo sistema financeiro fraudulento norte-americano. Como resultado ficam sem casa.

 

Haz click en cualquier video para verlo
Puedes ver otros en radiomundial.com.ve

 

A situação aqui referida é bem real e está a ser sentida por milhões de norte-americanos, alguns vão mesmo parar a campos de tendas improvisados, como se vivem-se num país em guerra. E é que vivem mesmo, vivem num país numa guerra da oligarquia capitalista contra os trabalhadores comuns que sustentam esse império asqueroso.

publicado por Rojo às 12:16
Terça-feira, 17 DE Março DE 2009

Estado Español: un polvorín a punto de estallar

Por Carlos Ramirez

12 de Março de 2009

 

La crisis capitalista mundial está teniendo una especial incidencia en el estado español. Todos los indicadores están sufriendo un auténtico desplome. El PIB, que en 2007 alcanzó un crecimiento del 3,7%, en  2008 se situó su en un raquítico 1,2%, produciéndose en el tercer trimestre de 2008 una caída del 0,2%  y un nuevo retroceso del 1% en el cuarto. La recesión, según todas las previsiones, será profunda y prolongada en el tiempo y la mayoría de las estimaciones sitúan una caída del 3% del PIB para 2009.

 

El número de parados ha alcanzado, en enero de 2009, los 3.327.801 (un 14% de la población activa), un 47% más que en enero de 2008 y el desempleo afecta ya al 29,5% de los menores de 25 años.  Las previsiones para 2009 según algunos analistas son las de alcanzar el 20% en porcentaje de parados.

 

En cuanto a al industria, la producción descendió un 9% en 2008 y la formación bruta de capital en bienes de equipo se desplomó en 2008 un 26,6%. Como ejemplo basta señalar que la producción de automóviles en los primeros treinta días de enero de 2009 cayó un 53% con respecto al mismo período de 2008.

 

En cuanto al consumo las cifras son también de vértigo, sólo algunos datos: las matriculaciones de automóviles registraron la caída más intensa de su historia, un 45% y las hipotecas sobre la vivienda se redujeron un 32,4% en 2008 con respecto a 2007.

Ofensiva contra los trabajadores

Como siempre los capitalistas están intentando cargar el peso de la crisis sobre las espaldas de los trabajadores, en forma de reducciones de plantilla y despidos masivos utilizando varios mecanismos. El primero y más importante, aprovechando la alta tasa de temporalidad entre los trabajadores españoles ( 30% de ellos tiene un contrato temporal), es manejar el amplio margen que tienen  para reducir plantillas con la no renovación de estos contratos, con lo que entre otras cosas se ahorran una buena cantidad de dinero en posibles indemnizaciones.

 

Por otro lado, sobre todo las grandes empresas, están recurriendo a los expedientes de regulación de empleo (EREs), que suponen una paralización total o parcial de su actividad productiva durante un período determinado de tiempo y que en muchos casos incluyen también reducciones definitivas de plantilla. De hecho hasta noviembre de 2008 el número de EREs había aumentado en un 163% en relación al mismo período de 2007. También estamos asistiendo a una cascada de despidos selectivos, con el objetivo de atemorizar al resto de los trabajadores, para así poder imponer reducciones salariales y aumentos de los ritmos de trabajo a los que se quedan.

Hacia la huelga general

En este contexto y a pesar de que los actuales dirigentes de los principales sindicatos españoles Comisiones Obreras (CCOO) y la Unión General de Trabajadores (UGT), siguen anclados en su estrategia de mantener la paz social a toda costa, intentando por todos los medios llegar continuamente a acuerdos con la patronal y el Gobierno y del impacto psicológico que ha producido entra la clase obrera el rápido y brusco deterioro de la economía, el ambiente social está alcanzando una temperatura crítica, que amenaza con una entrada en escena brusca de la clase obrera española en su conjunto.

 

La insatisfacción social acumulada en los cimientos de la sociedad no encuentra, por el momento, un cauce masivo de expresión, taponada por la falta de respuesta de las organizaciones obreras, políticas y sindicales. Pero el descontento y la furia es real y esta sale a la superficie en cuanto encuentra un vehículo con la suficiente entidad. Este ambiente de fondo es lo que reflejó la manifestación del pasado mes de enero en Madrid contra la agresión israelí en Gaza, en la que participaron más de doscientas mil personas.

 

Los trabajadores son conscientes de que la lucha aislada empresa a empresa, en un contexto de profunda crisis en todos los sectores, es un mecanismo que limita mucho la capacidad de respuesta frente a esta ofensiva patronal. La idea de la necesidad de una respuesta global está cobrando fuerza en la conciencia de millones de trabajadores a lo largo y ancho del país. La necesidad de una huelga general en defensa del empleo, de las condiciones de trabajo y por exigir al Gobierno del PSOE una política que defienda los intereses de los más desfavorecidos, es una reivindicación que cada vez cobra más fuerza entre los trabajadores.

 

Como muestra del descontento profundo entre los trabajadores españoles, se están desarrollando multitud de luchas locales que están suponiendo una presión muy fuerte para los dirigentes de CCOO y UGT. Los trabajadores de la sanidad y educación públicas están en pie de guerra en muchas regiones españolas. En Catalunya y Madrid, donde para el próximo 16 y 25 de marzo respectivamente, los sindicatos han convocado una huelga general en la educación no universitaria; también en Valencia,, Galicia, etc, las movilizaciones de estos sectores son constantes. Por su parte, los funcionarios de justicia están movilizándose contra el Gobierno de la derecha en la región de Madrid.

 

En Cataluña, región que está siendo especialmente castigada por los EREs y los despidos, estamos asistiendo a luchas importantes en las que los sindicatos se han empleado a fondo para poder encauzarlas. Los trabajadores de empresas como Nissan, Seat y otras del cinturón industrial de Barcelona, han protagonizado duras y masivas movilizaciones.

 

También en Galicia los trabajadores del metal y de los astilleros han saltado a la lucha contra los despidos y la reconversión industrial encubierta.

 

Estas movilizaciones, son un anticipo de lo que se está gestando. La patronal por su parte está exigiendo al gobierno una nueva reforma laboral y reducir las indemnizaciones por despido. Esta presión de los capitalistas, y la amarga situación que viven millones de trabajadores se puede transformar en una respuesta unitaria y generalizada. La presión sobre las direcciones sindicales a favor de una huelga general se multiplicará en los próximos meses.

 

Fonte: Marxist

publicado por Rojo às 00:19
Quarta-feira, 11 DE Março DE 2009

Notícias curtas da Crise Capitalista

Reino Unido nacionaliza o Banco "Lloyds Bank"

Fonte: Aporrea

 

Arroz saborizado afecta o bolso dos venezuelanos e pode gerar problemas de saúde

Fonte: Aporrea

 

Empresas japonesas em bancarrota aumentam 21% em Fevereiro (2009)

Fonte: Aporrea

publicado por Rojo às 01:23

pesquisar

 

Julho 2013

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

comentários recentes

  • Quem é o autor deste texto?Poderia utilizá-lo para...
  • Estou a ver na televisao informacao sobre a greve ...
  • Obrigado, eu também acho que escrever é terapêutic...
  • Este texto bonito. escrever é uma terapia natural ...
  • Bravo, alguém lê este blog! E vem cá despejar o se...
  • Pfft! Conversa típica de comunista. O que ganhou P...
  • A Revolução de Abril vive!
  • A Grécia agora é Terceiro Mundo...
  • España va bien...
  • Gosto de falar com uma mulherGosto de falar com um...

blogs SAPO


Universidade de Aveiro