Planos de Obama sobre educação geram polêmica

Nota: Humm... o presidente Obama está a aprender umas coisas com a nossa sinistra ministra da educação. O neoliberalismo não tem emenda.

17 DE MARÇO DE 2009 - 13h48 

As mudanças na educação propostas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, geraram nesta terça-feira (17) diversas reações entre especialistas e professores.


Embora muitos tenham elogiado sua ideia de ampliar a jornada escolar, outros pediram maiores recursos para melhorar a infraestrutura nas escolas.
"A qualidade das escolas é mais importante, porque ainda que tenha os melhores professores, se as instalações estiverem em más condições, o progresso educativo será muito pequeno", assinalou a pedagoga Belinda Reyes.
A ideia de Obama de "recompensar os bons professores e parar de dar desculpas aos maus" também gerou vários questionamentos por parte dos sindicatos.
A Associação de Mestres da Califórnia repudiou os incentivos baseados nos bons resultados dos estudantes, já que isso faria com que os docentes "se preocupassem apenas em ensinar para que os alunos se saíssem bem nas provas".
"Quando um trabalhador se converte em um empregado permanente pode ser que talvez não trabalhe como deveria ou perca o entusiasmo, mas é responsabilidade dos distritos escolares oferecer ajuda e o treinamento adicional", comentou Frank Wells, porta-voz da CTA.
Ao mesmo tempo abriu-se uma nova polêmica, se o país deveria ter um padrão para aplicar a toda a nação, de forma igual, ou se deveria continuar como na atualidade, que permite aos estados determinar o nível apropriado de exigências aos estudantes.
"A educação responde a necessidades locais, e se colocarmos mais regras federais, vamos nos focar cada vez mais nas provas que servem para o aluno superar uma marca", estimou Miguel Reyes, porta-voz da Associação Nacional de Educação.
Uma das ideias mais aplaudidas do presidente é sua decisão de incrementar as verbas para a educação básica, que possibilitará a mais 150 mil crianças a frequentar os cursos pré-escolares no país.

 

 

Fontes: Agência Prensa Latina e Diário Vermelho

publicado por Rojo às 01:14