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Quarta-feira, 11 DE Março DE 2009

Alienação

A palavra alienação tem várias definições: cessão de bens, transferência de domínio de algo, perturbação mental, na qual se registra uma anulação da personalidade individual, arrombamento de espírito, loucura. A partir desses significados traçam algumas diretrizes para melhor analisar o que é a alienação, e assim buscar alguns motivos por quais as pessoas se alienam. Ainda assim, os processos alienantes da vida humana foram tratados de maneira atemporal, defraudada, abstraído de processos sócio-econômicos concreto.

A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesmo, se tornando sua própria negação.

Alienação se refere á diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprio.

A sobrevivência do homem implica uma transformação da natureza e do outro à sua imagem e semelhança, o que impõe uma transformação de si mesmo à imagem e semelhança do mundo e do outro. Viver para o homem é objetivar-se, ser fora de si.

Índice

[esconder]

História

O conceito de alienação é histórico, tendo uma aplicação analítica numa ligação recíproca entre sujeito, objeto e condições concretas específicas. Logo, a história afirma que o homem evoluiu de acordo com seu trabalho. Portanto, a diferença do homem está na sua criatividade de procurar soluções para seus problemas, então com a prática do trabalho desenvolve seu raciocínio e sempre aprende uma “nova lição”.


Karl Marx, filósofo alemão, se preocupava muito com a questão da alienação do homem, principalmente em duas de suas obras, “Os “Manuscritos Econômico-Filosóficos de 1844” e “Elementos para a Crítica da Economia Política” (1857-58)”. Procuravam demonstrar a injustiça social que havia no capitalismo, afirmando que se tratava de um regime econômico de exploração, sendo a mais-valia uma grande arma do sistema. Assim, a alienação se manifesta a partir do momento que o objeto fabricado se torna alheio ao sujeito criador, ou seja, ao criar algo fora de si, o funcionário se nega no objeto criado. As indústrias utilizam de força de trabalho, sendo que os funcionários não necessitam ter o conhecimento do funcionamento da indústria inteira, a produção é totalmente coletivizada, necessitando de vários funcionários na obtenção de um produto, mas nenhum deles dominando todo o processo - individualização.

Por isso, a alienação no trabalho é gerada na sociedade devido à mercadoria, que são os produtos confeccionados pelos trabalhadores explorados, e o lucro, que vem a ser a usurpação do trabalhador para que mais mercadorias sejam produzidas e vendidas acima do preço investido no trabalhador, assim rompendo o homem de si mesmo. "A atividade produtiva é, portanto, a fonte da consciência, e a ‘consciência alienada’ é o reflexo da atividade alienada ou da alienação da atividade, isto é, da auto-alienação do trabalho." Mészaros (1981, p.76).

No entanto, a produção depende do consumo e vice-versa. Sendo que o consumo produz a produção, e sem o consumo o trabalhador não produz. A produção consome a força de trabalho, também sustentando o consumo, pois cada mercadoria consumida vira uma mercadoria a ser produzida. Por conseguinte, ao se consumir de um produto que não é por si produzido se fecha o ciclo de alienação. Pois, quando um produto é comprado estará alimentando pessoas por um lado, e por outro colaborando com sua alienação e suas respectivas explorações. Onde quer que o capital imponha relações entre mercadorias, a alienação se manifesta; é a relação social engendrada pelo capital, seu jeito de ser humano.

Sua existência determinada pela economia (razão) exige uma intervenção política (paixão) que destrua sua gênese (a posse individual dos meios de produção), que promova uma revolução na economia.

Há também a questão de alimentar a alienação, sendo outro prejudicial perante o consumo, que se trata das propagandas de produtos, que desumaniza os homens, tendo o objetivo de relacionar o produto com o consumidor, apropriando-se dos homens, e atingindo seu propósito a partir do momento que o produto é consumido, e a sensação de humanização entregue após a utilização.

Em síntese, para melhor compreender o problema da alienação é importante observar sua dupla contradição. Por um lado, há a ruptura do indivíduo com o seu próprio destino e há uma síntese de ruptura anterior, que apresenta novas possibilidades de romper à mesma alienação. O outro lado se apresenta como uma contradição externa, sendo o capital tentando tirar suas características como humano, que leva o homem a lutar pela reapropriação de seus gestos.

Após Marx confrontar a economia política, lançando pela primeira vez o termo “alienação no trabalho” e suas conseqüências no cotidiano das pessoas, Marx expõe pela primeira vez a alienação da sociedade burguesa – fetichismo, que é o fato da pessoa idolatrar certos objetos (automóveis, jóias, etc). O importante não é mais o sentimento, a consciência, pensamentos, mas sim o que a pessoa tem. Sendo o dinheiro o maior fetiche desta cultura, que passa a ilusão às pessoas de possuir tudo o que desejam a respeito de bens materiais.

É muito importante também destacar que alienação se estende por todos os lados, mas não se trata de produto da consciência coletiva. A alienação somente constrói uma consciência fragmentada, que vem a ser algumas visões que as pessoas têm de um determinado assunto, algumas alienadas sem saber e outras que não esboçam nenhum posicionamento.

Comunicação

Meio de comunicação

Seria comunicação uma alienação, uma vez que a alienação só existe por causa da comunicação? A alienação é passada de um comunicador que possui uma informação nova (verdadeira ou não) e é recebida por um receptor que até então desconhecia o assunto, sendo alienado por esse comunicador.

A partir disso nota-se que tudo pode ser considerado mensagens alienadas, pois nas escolas são passadas mensagens novas a toda hora e que se é “obrigado” a acreditar e levar como verdade, não somente nas escolas, como também dentro das casas, igrejas, nos palanques eleitorais, nas ruas, meios de comunicação de massa, etc, funcionando sempre da mesma forma. A alienação normalmente vista nos meios de comunicação de massa por vários autores, onde esses meios estão sempre mandando novas mensagens (subliminares ou não), fazendo com que acreditem na maioria das vezes somente nas informações transmitidas por eles.

Alienação: Perda de algum bem material, físico, mental, emocional, cultural, social, político e/ou econômico. Onde você não apenas cede mas o recepciona novamente como algo indiferente, o criador se torna criatura as coisas são humanizadas e os humanos são coisificados.

Religião

A religião tem grande poder de alienação, devido a algumas “verdades” que a ciência ainda não pode dar, contrapondo o raciocínio cientifico. Já nos meios de comunicação de massa em relação à alienação é evidente a manipulação dos indivíduos, causada pela indústria cultural.

A alienação não trata-se de um conceito setorial de ciência social, como a exploração; é uma categoria global de antropologia histórica, menos esclarecida do que interpretativa mas, por isso mesmo, extensamente crítica, filosófica e essencial para compreender a trajetória da humanidade.

Segundo Karl Marx, pensador alemão, a Religião é o ópio do povo por causar grande alienação na sociedade.

Bibliografia

  • COSTA, Maria Cristina Castilho. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 3ª ed.

Codo, Wanderley. O Que É Alienação? 2 ed


Categorias: Sociologia/Comunicação

 

Fonte: Wikipédia

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publicado por Rojo às 20:39
Quarta-feira, 11 DE Março DE 2009

Notícias curtas da Crise Capitalista

Reino Unido nacionaliza o Banco "Lloyds Bank"

Fonte: Aporrea

 

Arroz saborizado afecta o bolso dos venezuelanos e pode gerar problemas de saúde

Fonte: Aporrea

 

Empresas japonesas em bancarrota aumentam 21% em Fevereiro (2009)

Fonte: Aporrea

publicado por Rojo às 01:23
Quarta-feira, 11 DE Março DE 2009

The Proceeds of Crime (como o capitalismo inventa prisões para o lucro privado)

Published in the Guardian, 3rd March 2009

By George Monbiot.

 

The US and British governments have created a private prison industry which preys on human lives.

 

 

It’s a staggering case; more staggering still that it has scarcely been mentioned on this side of the ocean. Last week two judges in Pennsylvania were convicted of jailing some 2000 children in exchange for bribes from private prison companies.

 

Mark Ciavarella and Michael Conahan sent children to jail for offences so trivial that some of them weren’t even crimes. A 15 year-old called Hillary Transue got three months for creating a spoof web page ridiculing her school’s assistant principal. Mr Ciavarella sent Shane Bly, then 13, to boot camp for trespassing in a vacant building. He gave a 14 year-old, Jamie Quinn, 11 months in prison for slapping a friend during an argument, after the friend slapped her. The judges were paid $2.6 million by companies belonging to the Mid Atlantic Youth Services Corp for helping to fill its jails(1,2,3). This is what happens when public services are run for profit.

It’s an extreme example, but it hints at the wider consequences of the trade in human lives created by private prisons. In the US and the UK they have a powerful incentive to ensure that the number of prisoners keeps rising.

 

The United States is more corrupt than the UK, but it is also more transparent. There the lobbyists demanding and receiving changes to judicial policy might be exposed, and corrupt officials identified and prosecuted. The UK, with a strong tradition of official secrecy and a weak tradition of scrutiny and investigative journalism, has no such safeguards.

 

The corrupt judges were paid by the private prisons not only to increase the number of child convicts but also to shut down a competing prison run by the public sector. Taking bribes to bang up kids might be novel; shutting public facilities to help private companies happens - on both sides of the water - all the time.

 

The Wall Street Journal has shown how, as a result of lobbying by the operators, private jails in Mississippi and California are being paid for non-existent prisoners(4,5). The prison corporations have been guaranteed a certain number of inmates. If the courts fail to produce enough convicts, they get their money anyway. This outrages taxpayers in both states, which have cut essential public services to raise these funds. But there is a simple means of resolving this problem: you replace ghost inmates with real ones. As the Journal, seldom associated with raging anti-capitalism, observes, “prison expansion [has] spawned a new set of vested interests with stakes in keeping prisons full and in building more. … The result has been a financial and political bazaar, with convicts in stripes as the prize.”(6)

 

Even as crime declines, law-makers are pressed by their sponsors to increase the rate of imprisonment. The US has, by a very long way, the world’s highest proportion of people behind bars: 756 prisoners per 100,000 people(7), or just over 1% of the adult population(8). Similarly wealthy countries have around one-tenth of this rate of imprisonment.

 

Like most of its really bad ideas, the last Conservative government imported private jails from the US. As Stephen Nathan, author of a forthcoming book about prison privatisation in the UK, has shown, the notion was promoted by the Select Committee on Home Affairs, which in 1986 visited prisons run by the Corrections Corporation of America. When the corporation told them that private provision in the US improved prison standards and delivered good value for money, the committee members failed to check its claims. They recommended that the government should put the construction and management of prisons out to tender “as an experiment”(9).

 

Encouraged by the committee’s report, the Corrections Corporation of America set up a consortium in Britain with two Conservative party donors, Sir Robert McAlpine Ltd and John Mowlem & Co, to promote privately financed prisons over here. The first privately-run prison in the UK, Wolds, was opened by the Danish security company Group 4 in 1992. In 1993, before it had had a chance to evaluate this experiment, the government announced that all new prisons would be built and run by private companies.

 

The Labour party, then in opposition, was outraged. John Prescott promised that “Labour will take back private prisons into public ownership – it is the only safe way forward.”(10) Jack Straw stated that “it is not appropriate for people to profit out of incarceration. This is surely one area where a free market certainly does not exist”. He too promised to “bring these prisons into proper public control and run them directly as public services.”(11)

 

But during his first seven weeks in office, Jack Straw renewed one private prison contract and launched two new ones. A year later he announced that all new prisons in England and Wales would be built and run by private companies, under the private finance initiative (PFI). Today the UK has a higher proportion of prisoners in private institutions than the US(12). This is the only country in Europe whose jails are run on this model.

 

So has prison privatisation here influenced judicial policy? As we discovered during the recent lobbying scandal in the House of Lords, there’s no way of knowing. Unlike civilised nations, the UK has no register of lobbyists; we are not even entitled to know which lobbyists ministers have met(13). But there are some clues. The former home secretary, John Reid, previously in charge of prison provision, has become a consultant to the private prison operator G4S(14).

 

The government is intending to commission a series of massive Titan jails under PFI. Most experts on prisons expect them to be disastrous, taking inmates further away from their families (which reduces the chances of rehabilitation) and creating vast warrens in which all the social diseases of imprisonment will fester. Only two groups want them built: ministers and the prison companies: they offer excellent opportunities to rack up profits. And the very nature of PFI, which commits the government to paying for services for 25 or 30 years whether or not they are still required creates a major incentive to ensure that prison numbers don’t fall. The beast must be fed.

 

And there’s another line of possible evidence. In the two countries whose economies most resemble the UK’s - Germany and France - the prison population has risen quite slowly. France has 96 inmates per 100,000 people, an increase of 14% since 1992. Germany has 89 prisoners per 100,000: 25% more than in 1992 but 9% less than in 2001. But the UK now locks up 151 out of every 100,000 inhabitants: 73% more than in 1992 and 20% more than in 2001(15). Yes our politicians have barely come down from the trees, yes we are still governed out of the offices of the Daily Mail, but it would be foolish to dismiss the likely influence of the private prison industry.

 

This revolting trade in human lives creates a permanent incentive to lock people up; not because prison works; not because it makes us safer, but because it makes money. Privatisation appears to have locked this country into mass imprisonment.

 

www.monbiot.com

 

References:

1. Amy Goodman, 17th February 2009. How Two Former PA Judges Got Millions in Kickbacks to Send Juveniles to Private Prisons. Democracy Now! http://www.alternet.org/rights/127461/amy_goodman:_how_two_former_pa_judges_got_millions_in_kickbacks_to_send_juveniles_to_private_prisons/

2. The Economist, 26th February 2009. Bad judges: the lowest of the low.

3. Stephanie Chen, 24th February 2009. Pennsylvania rocked by ‘jailing kids for cash’ scandal. CNN.
http://edition.cnn.com/2009/CRIME/02/23/pennsylvania.corrupt.judges/index.html

4. Bryan Gruley, 6th September 2001. Prison Building Spree Creates Glut of Lockups. Wall Street Journal.

5. Joseph T. Hallinan, 6th November 2001. Going Backwards. Wall Street Journal.

6. Bryan Gruley, ibid.

7. http://www.kcl.ac.uk/depsta/law/research/icps/worldbrief/wpb_country.php?country=190

8. The total prison population at the end of 2007 (see above) was 2,293,157. The most recent figure for the adult population I can find - 217.8 million - was produced by the US Census Bureau in 2004.
http://www.census.gov/Press-Release/www/releases/archives/population/001703.html

9. Stephen Nathan, 2003. Prison Privatization in the United Kingdom. Published in
Capitalist Punishment: Prison Privatization & Human Rights. Clarity Press, Inc., Atlanta.

10. John Prescott, 1994, quoted by Stephen Nathan, ibid.

11. Jack Straw, 8th March 1995, quoted by Stephen Nathan, ibid.

12. 7.2% in the US, 11% in the UK. http://www.prisonreformtrust.org.uk/subsection.asp?id=268

13. The Committee on Standards in Public Life, cited by the House of Commons Public Administration Select Committee, 5th January 2009. Lobbying: Access and influence in Whitehall. Volume I, para 187. http://www.publications.parliament.uk/pa/cm200809/cmselect/cmpubadm/36/36i.pdf

14. Security Oracle, 18th December 2008. G4S Appoints John Reid As Group Consultant.
http://www.securityoracle.com/news/G4S-Appoints-John-Reid-As-Group-Consultant_14833.html

15. http://www.kcl.ac.uk/depsta/law/research/icps/worldbrief/

publicado por Rojo às 00:58

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