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Terça-feira, 09 DE Julho DE 2013

Os jovens, o partido e os movimentos

Não, não é pelas ganzas,

Não é pelos anti-touradas,

Não é pelos direitos dos animais,

 

Não pelos gays e pelas lésbicas,

Não é pelo folclore das rastas e djambés,

Não é pelo humor stand-up,

 

Não é pelos cartazes coloridos,

Não é pelos jogos de palavras,

Não é pelos soundbytes e pelos truques de retórica...

 

Mas quando toca nos recibos verdes, nos contratos a prazo,

Mas quando toca na precariedade, no estágio para o desemprego,

Mas quando toca nessa porta do cavalo

por onde todos os e as jovens hoje têm que passar

para ganhar uma côdea daquilo que os pais ganharam ao entrar no mercado de trabalho,

a paz, o pão, educação, saúde e habitação... não há liberdade a sério... e os jovens sabem toda essa canção

 

Não saberia a "esquerda moderna" nada disto, se não tivesse tido a feliz ideia de deixá-los falar,

Não, não foi uma camapanha de marketing, não foi tão simples como obter os favores da comunicação social (que os tiveram),

Foi mais o libertar da criatividade, foi ouvi-los, foi deixá-los ter o protagonismo para o mal e para o bem.

 

Enquanto isso o Partido, perdeu jovens, não os perdu em número, mas em força viva, em vontade desaproveitada,

Apesar de continuar a ter nominalmente muitos mais jovens que a esquerda caviar,

O Partido perde os jovens ao vê-los como mais um sector que apenas soma número às lutas já existentes.

 

Tudo bem que é muito importante a experiência, a teoria, a vivência, a vacina contra as ilusões e a ingenuidade,

Eu não nego isso. Mas por outro lado... que teoria, que estratégia, que tática é precisa para enfrentar o corpo de intervenção?

Que lucidez, que vivência é precisa para fazer greve no primeiro mês de contrato? Que experiência é precisa para abdicar do dinheiro,

do amor, do casamento e dos filhos sempre adiados, da felicidade, do futuro e da própria vida porque a Revolução está primeiro?

É ingénuo, é precipitado? Ora essa, é desta ingenuidade que toda a Revolução começa e desta precipitação que a classe dominante

treme finalmente ao ver que há povo, com os jovens sempre na linha da frente, que é mesmo capaz de perder o medo.

 

Os jovens não são apenas, mais um sector, não são apenas mais um número que soma multidões para encher manifestações.

Os jovens são uma força estratégica, os jovens são uma força em si mesmo, os jovens têm que ser protagonistas da luta de classes,

os jovens estão na linha da frente porque esse é o seu lugar, os jovens não são temerários, os jovens são corajosos.

 

Pode o comunismo ser a juventude do mundo se a juventude não for o comunismo do mundo?

Pode se dar todo o poder aos sovietes, se ninguém se quer lembrar dos sovietes?

Pode haver estratégia revolucionária sem entender que os sectores estratégicos são vários para desempenhar várias tarefas?

 

Não há Revolução sem vanguarda operária, não há Revolução sem o generoso pão distribuído dos camponeses...

Mas haverá Revolução sem a coragem, temeridade se quiserem, heroicidade dos jovens para quem

mais vale bater de frente que morrer de joelhos e apodrecer de medo?

 

Porra, quem combate as guerras civis? Quem toma as armas, seja pelo mais revolucionário seja pelo mais fascista reaccionário?

Sem os jovens a incendiar as cidades, as sociedades não se revoltavam, morriam de vergonha, afundavam no medo,

mergulhavam no mais profundo inferno da covardia. Sem os jovens não há grito, não há revolta, não há luta e muito menos há Revolução

digna desse nome.

 

E não basta rejuvenescer algumas figuras visíveis, alguns deputados, alguns vereadores e candidatos.

E não basta rejuvensecer alguns quadros para dar aos jovens o protagonismo e a tarefa de linha avançada que é deles por direito.

Aos jovens é preciso dar a confiança, a liberdade que toda teoria, estratégia, lucidez, clarividência cabe num coktail molotov na hora da verdade.

 

Aos jovens é preciso reconhecer que eles são uma força própria dentro da classe trabalhadora, dentro dos explorados.

Aos jovens é preciso libertar a sua energia, a sua coragem, mesmo que incendeiem as cidades.

Aos jovens é preciso dar um pouco de confiança que se na hora da verdade, as armas sobrepôem-se às palavras, que seja na escolha deles, na decisão soberana e da cabeça e da vontade deles que venha a ordem de marcha para a Revolução seja esta a hora dela ou não,

resultando em vitória, ou travar do passo, da juventude vem uma força praticamente inesgotável, e por cada queda

há sempre novo camarada que se levanta, o importante é dar a esse ritmo um abraço e não lhes tirar a bandeira das mãos.

publicado por Rojo às 03:02
Sexta-feira, 28 DE Junho DE 2013

Happiness

But I now thought that this end [one's happiness] was only to be attained by not making it the direct end. Those only are happy (I thought) who have their minds fixed on some object other than their own happiness[....] Aiming thus at something else, they find happiness along the way[....] Ask yourself whether you are happy, and you cease to be so.[2]

Happiness cannot be pursued; it must ensue, and it only does so as the unintended side effect of one's personal dedication to a cause greater than oneself or as the by-product of one's surrender to a person other than oneself.

The more a man tries to demonstrate his sexual potency or a woman her ability to experience orgasm, the less they are able to succeed. Pleasure is, and must remain, a side-effect or by-product, and is destroyed and spoiled to the degree to which it is made a goal in itself.[3]

What is good? Everything that heightens the feeling of power in man, the will to power, power itself.
What is bad? Everything that is born of weakness.
What is happiness? The feeling that power increases — that a resistance is overcome.[4]

[...] it is significantly enlightening to substitute for the individual 'happiness' (for which every living being is supposed to strive) power [...] joy is only a symptom of the feeling of attained power [...] (one does not strive for joy [...] joy accompanies; joy does not move)[5]

publicado por Rojo às 13:31
Sábado, 22 DE Junho DE 2013

Na sombra do vazio

As gajas boas passam

e sinto me atraído por elas.

Mas é como uma comida sem sabor,

as gajas passam e é como se estivessem

a passar num ecrã.

Posso ver mas não posso tocar.

 

O amor passou e eu agarrei-me a ele,

foi apodrecendo, foi se esvaindo,

como areia que desliza pelos dedos da mão.

Tento retomar a sua já doentia memória,

mas a triste verdade é que já não sei o

que isso é.

Procuro sentir um sabor que já não sabe.

 

A esperança é como uma ferida

que já tantas vezes prometeu cicatrizar.

A ferida continua aberta.

 

O mundo à minha volta parece esterelizado.

Não sinto qualquer emoção.

 

Repito para mim próprio: o mundo é tão grande,

o mundo é tão grande...

O mundo é tão grande que em algum lugar

todas estas coisas brilham de outra maneira.

publicado por Rojo às 17:53
Domingo, 16 DE Junho DE 2013

Scavenging the Damascus Thieves Market

Damascus – Near Damascus’ Marjeh Square and Thawra Bridge, a market has emerged where vendors peddle the detritus of war. Stalls with worn-out wooden bases line the place, whimsically known as Souk al-Haramieh, or the Thieves Market.

Recordings of Syrian pop music can be heard from the market’s entrance. Here, one can find anything from second-hand tools and furniture, to sewing kits and other household wares.

 

Yahya sits behind a metal desk plastered with photos of naked women. His trade is pornographic films. “Business is good,” he says.A vendor peddles a brand-name flat-screen TV at a bargain cost. When a customer buys the TV, the vendor gives him a small present, saying, “Take this mini TV for 2,000 Syrian pounds ($20).” Little did the vendor know that this “mini TV” was actually an iPad.

 

This site used to be occupied by a produce market that was closely monitored by the government. At the time, the stolen goods-stalls were confined to a small corner. Now that the produce market has relocated to the massive Souk al-Hal in the Zabaltani district, the hawkers have expanded their businesses.

Though the entrance to the old city of Damascus sits on part of this market, the Syrian government, for reasons unknown, has allowed this chaotic commercial sprawl to expand. Perhaps the explanation lies in just how bad things have become.

In one corner of the souk, Yahya sits behind a metal desk plastered with photos of naked women. His trade is pornographic films. “Business is good,” he says. “Dozens of people buy the films at 50 Syrian pounds (SP) (50 cents) each. Maybe after the crisis people have no other way to have fun!”

Abu Ahmad, who owns a stall selling used clothes, says, “Damascus’ economic gutter – that’s what the merchants in Hariqa, Midhat Pasha, and Hamidieh call it. They mock it and the people who trade here.”

“Those big shots left us nothing. They manipulate the exchange rate, they monopolize goods, yet no one holds them accountable,” the man adds. “They are complicit in choking the people and aggravating their humiliation and deprivation.”

 

What matters today is that you don’t take part in protests or take up arms against the government. Other than that, do whatever you like. Sell stolen goods, heating oil, gas, or bread, and no one will say anything.Across the market, a soldier approaches the checkpoint at Thawra Bridge, stopping to chat with one of the cheap liquor vendors based there. The vendor, who was driven from the eastern Syrian city of Deir Ezzour more than a year ago, speaks about the difficulty of making a living in a harsh economy dominated by big merchants.

 

“I work and sleep at this place. I sold my wife’s jewelry for SP75,000 ($755), bought a second-hand refrigerator, and set up shop here selling cheap, locally made liquor,” he says.

One of the market’s alleys extends into a cluster of stalls selling produce at wholesale prices. These vendors’ profit margins are meager, no more than a few pounds, yet the system works out decently for them.

The Thieves Market remains the cheapest – and most atypical – option for goods in Damascus. Its social composition has become more diversified with the influx of displaced persons and hawkers from south of the capital, with battles raging in areas like al-Hajar al-Aswad and al-Dahadil.

Many have found refuge in this market, living in makeshift homes of blankets and tarps. Abu Fahed (not his real name) is one such internal refugee. A barber, he was able to salvage some of his tools and now offers his services to the street vendors and passersby.

Meanwhile, according to Qusai, a young man who sells used mobile phones set atop a neat plastic box at the center of the market, the police have stopped coming after the vendors. The youth, who hails from the Wafidin Palestinian refugee camp, says, “What matters today is that you don’t take part in protests or take up arms against the government. Other than that, do whatever you like. Sell stolen goods, heating oil, gas, or bread, and no one will say anything.”

publicado por Rojo às 14:12
Domingo, 09 DE Junho DE 2013

A luz e o calor da revolução

Se a revolução fosse apenas uma questão científica

a classe operária seria sempre a vanguarda da revolução

em qualquer parte do mundo

 

Mas a revolução é também uma questão moral

e por isso a classe de vanguarda revolucionária

é também por vezes o campesinato

publicado por Rojo às 19:41
Domingo, 09 DE Junho DE 2013

A Mulher Ideal I

A mulher ideal corta as unhas em São Francisco

passeia pela praia de copacabana

e apaixona-se pelo pôr do sol em Porto de Mós

publicado por Rojo às 19:37
Domingo, 12 DE Maio DE 2013

Livros preferidos

O Amor é fodido

A Ponte sobre o Drina

Venenos de Deus, Remédios do Diabo

Confissões de um Mercenário Económico

Cell

Levantado do Chão

Carmen

Germinal

Aparição

Diario del Che en Bolivia

publicado por Rojo às 15:53
Terça-feira, 16 DE Abril DE 2013

Semana após semana desde o Vaticano Romano...

O Senhor ("Dominus" também se chamava assim o dono dos escravos)

A Lua

A Guerra

O Dinheiro

O Poder

A Mulher (sexo, prazer, beleza, amor...)

E o Descanso (sabático)

publicado por Rojo às 00:10
Terça-feira, 16 DE Abril DE 2013

Semana após semana desde o Império Romano...

O Sol

A Lua

A Guerra

O Dinheiro

O Poder

A Mulher (sexo, prazer, beleza, amor...)

E a Semente

publicado por Rojo às 00:07
Sexta-feira, 01 DE Março DE 2013

Benvindos à Europa dos traumas

Benvindos à Europa dos traumas das 2 grandes guerras mundiais.

Benvindos à Europa dos traumas da República francesa ao naponeónico naufrágio dos seus ideais.

Benvindos à Europa dos traumas da guerra civil espanhola.

Benvindos à Europa dos traumas da guerra iminente com a União Soviética à guerra permanente contra o terrorismo made in USA/CIA.

Benvindos à Europa dos traumas do 3 Reich sob o comando de Hitler à União Europeia sob comando da Merkel.

 

Benvindos. Se quiserem cá entrar deixem o medo à porta se faz favor.

 

Benvindos à guerra humanitária.

Benvindos à paz dos generais.

Benvindos à nossa casa de penhores.

Benvindos ao nosso exército de desempregados.

Benvindos à nossa colheita de sangue... e de carne... e de ossos.

Benvindos ao vosso despejo.

Benvindos ao duodécimo.

Benvindos à polícia das facturas.

Benvindos ao peditório pelo BPN.

Benvindos ao novo imposto I.R.O., Imposto sobre o Rendimento dos Otários.

Benvindos ao prós e contras.

Benvindos ao Seguro e Passos.

Benvindos ao memorando da Troika.

Benvindos ao Sócrates.

Benvindos ao novo memorando da Troika.

Benvindos ao Relvas e ao Gaspar.

Benvindos ao PEC 1.

Benvindos ao Camilo Lourenço.

Benvindos ao PEC 2.

Benvindos às conversas do professor Marcelo.

Benvindos ao PEC 3.

Benvindos ao PEC 4, o 5 , o 6 , o 7 , o 8, o 9, 10, o 100 o 1000.

Benvindos à carne de cavalo.

 

O Matadouro é o que nos espera.

 

VAMOS CONINUAR A COMER CARNE DE CAVALO OU VAMOS COMER LOGO ESSE COELHO ASSADO DE UMA VEZ POR TODAS?

publicado por Rojo às 23:49

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